Perguntas frequentes sobre dependência química, internação e clínica de reabilitação
Reunimos as 33 dúvidas mais comuns das famílias que procuram a Clínica de Reabilitação SOS Vidas. Se a sua pergunta não estiver aqui, fale com a nossa equipe 24 horas pelo telefone e WhatsApp (31) 99963-0388.
Dependência química
O que é dependência química?
A dependência química é uma doença crônica que afeta o cérebro e o comportamento e leva ao uso compulsivo de álcool, medicamentos ou drogas ilícitas, mesmo diante de prejuízos à saúde, à família e ao trabalho. Ela é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e não é falta de caráter ou de força de vontade. Saiba mais em Dependência Química.
Quais drogas mais causam dependência química?
As substâncias que mais levam à dependência são o álcool, o crack e a cocaína, a maconha, o tabaco, os medicamentos calmantes e para dormir (benzodiazepínicos) e os opioides, como alguns analgésicos fortes. O risco varia conforme a substância, a frequência de uso e fatores pessoais, como genética e saúde mental.
Qual a diferença entre uso, abuso e dependência?
No uso, a pessoa consome a substância de forma ocasional e sem prejuízos claros. No abuso, ou uso nocivo, o consumo já causa danos à saúde, ao trabalho ou às relações, mas ainda há algum controle. Na dependência, a pessoa perde o controle sobre o uso, precisa de doses maiores, sente abstinência ao parar e continua usando mesmo com prejuízos graves.
Dependência química é uma doença mental?
Sim. A dependência química é classificada pela Organização Mundial da Saúde, na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), como transtorno mental por uso de substâncias. Por isso, o tratamento envolve médico psiquiatra, psicólogo e equipe multidisciplinar, e não depende apenas de força de vontade.
Dependência química tem cura?
A dependência química é uma doença crônica: não tem cura definitiva, mas tem tratamento e pode ser controlada. Com tratamento adequado e acompanhamento contínuo, a pessoa pode manter a abstinência por longos períodos e retomar a vida familiar, social e profissional.
Quais são os sinais de que uma pessoa precisa de tratamento?
Os principais sinais são perda de controle sobre o uso, necessidade de doses cada vez maiores, sintomas de abstinência ao parar, abandono de responsabilidades, isolamento, mentiras frequentes e problemas de saúde, financeiros ou legais ligados ao uso. Se o uso continua apesar desses prejuízos, é hora de buscar ajuda especializada.
A dependência química é hereditária?
Existe um fator genético: filhos de pessoas com dependência química têm risco maior de desenvolver a doença. Mas a genética não determina o destino. O ambiente, o início precoce do uso, traumas e problemas emocionais também pesam, e a prevenção e o tratamento funcionam mesmo quando há histórico na família.
Dependência química e depressão podem aparecer juntas?
Sim, e é comum. Quando a dependência química vem acompanhada de outro transtorno mental, como depressão, ansiedade ou transtorno bipolar, fala-se em diagnóstico duplo, ou comorbidade. Os dois problemas precisam ser tratados ao mesmo tempo, com acompanhamento psiquiátrico, porque um piora o outro e aumenta o risco de recaída.
Alcoolismo também é dependência química?
Sim. O alcoolismo, ou transtorno por uso de álcool, é uma forma de dependência química, porque o álcool é uma substância psicoativa. O tratamento segue os mesmos princípios: desintoxicação com supervisão médica, acompanhamento psicológico e psiquiátrico e prevenção de recaídas. Veja Alcoolismo.
Como ajudar um familiar que não aceita tratamento?
Evite acusações e conversas quando a pessoa estiver sob efeito da substância; fale sobre fatos concretos e sobre a sua preocupação, e busque orientação profissional para a família. Quando há risco à vida ou à saúde e a pessoa recusa o tratamento, a lei permite a internação involuntária, a pedido da família e com autorização médica.
O que é recaída e como evitar?
Recaída é a volta ao uso da substância depois de um período de abstinência. Ela faz parte do risco da doença e não significa que o tratamento falhou. Para prevenir, é importante manter o acompanhamento psicológico depois da alta, participar de grupos de apoio como Narcóticos Anônimos (NA) e Alcoólicos Anônimos (AA), evitar pessoas e lugares ligados ao uso, cuidar do sono e das emoções e reconhecer os sinais de alerta, como irritação, isolamento e vontade intensa de usar.
Internação
Quais são os tipos de internação para dependentes químicos?
A legislação brasileira (Lei nº 10.216/2001 e Lei nº 13.840/2019) prevê três tipos: a internação voluntária, com o consentimento do paciente; a internação involuntária, sem o consentimento do paciente, a pedido de um familiar ou responsável legal e com autorização médica; e a internação compulsória, determinada pela Justiça.
Como internar um dependente químico contra a vontade?
Por meio da internação involuntária. Ela é pedida por um familiar ou responsável legal e precisa ser autorizada por um médico registrado no Conselho Regional de Medicina (CRM), depois de uma avaliação que comprove a necessidade. A internação deve ser comunicada ao Ministério Público e à Defensoria Pública em até 72 horas. Nossa equipe orienta a família em todas as etapas pelo telefone (31) 99963-0388.
Quem pode pedir a internação involuntária?
Pela Lei nº 13.840/2019, o pedido pode ser feito por um familiar ou pelo responsável legal do dependente. Na absoluta falta deles, pode ser feito por um servidor público da área de saúde, da assistência social ou dos órgãos do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad), exceto servidores da área de segurança pública. Em todos os casos, a internação precisa ser autorizada por um médico.
A internação involuntária é legal?
Sim. Ela está prevista na Lei nº 10.216/2001 e na Lei nº 13.840/2019. É indicada quando outras alternativas de tratamento não são suficientes, dura apenas o tempo necessário à desintoxicação, com prazo máximo de 90 dias, e o término é definido pelo médico responsável. A família ou o responsável legal pode pedir a interrupção do tratamento a qualquer momento.
Qual a diferença entre internação involuntária e compulsória?
A involuntária é pedida pela família ou pelo responsável legal e autorizada por um médico, sem precisar de processo judicial. A compulsória é determinada por um juiz, geralmente com base em laudo médico, e não depende da autorização da família. Veja Internação Compulsória.
Quanto tempo dura uma internação?
Depende do caso, da substância usada e da evolução do paciente, e é sempre definido pela equipe médica. A internação involuntária tem prazo máximo de 90 dias, por lei. A voluntária termina a pedido do próprio paciente, por escrito, ou por decisão médica. Depois da alta, o tratamento continua com acompanhamento e grupos de apoio.
O paciente pode sair da clínica quando quiser?
Depende do tipo de internação. Na internação voluntária, o paciente pode pedir a alta por escrito, e o médico também pode encerrar a internação. Na involuntária, o término é determinado pelo médico responsável, e a família ou o responsável legal pode pedir a interrupção do tratamento a qualquer momento. Na compulsória, a saída depende da decisão judicial e da avaliação médica.
Como funciona a desintoxicação?
É a primeira etapa do tratamento: o uso da substância é interrompido com supervisão médica e os sintomas de abstinência são controlados. A fase mais intensa costuma durar de 3 a 10 dias, conforme a substância e o organismo. Em seguida, o paciente passa para a reabilitação psicológica. Veja Desintoxicação.
A família pode visitar o paciente durante a internação?
Sim. O contato com a família é parte importante da recuperação, mas segue as regras de cada unidade e a fase do tratamento; nos primeiros dias, o contato pode ser mais restrito para favorecer a adaptação do paciente. Nossa equipe explica as regras de visita da unidade escolhida.
A família participa do tratamento?
Sim. A família é parte importante da recuperação: participa de orientações e de terapias familiares, aprende a lidar com a doença e ajuda a preparar a volta para casa e a reinserção social. O contato segue as regras da unidade e a fase do tratamento.
O que levar para a internação?
Roupas simples identificadas com o nome, calçados sem salto, chinelo e os documentos do paciente: RG e CPF (ou CNH), exames recentes e carteira de vacinação. Veja a lista completa em Enxoval para Internação.
Vocês fazem a remoção (resgate) do paciente?
Sim. A Clínica de Reabilitação SOS Vidas realiza resgates em todo o território nacional com equipe especializada, de forma segura e de acordo com o tipo de internação autorizado. Fale com a nossa equipe 24 horas para organizar a remoção.
Vocês atendem pacientes de outros estados?
Sim. A Clínica de Reabilitação SOS Vidas realiza resgates em todo o território nacional, com equipe especializada, e recebe pacientes de outros estados nas unidades de Minas Gerais. Fale com a nossa equipe 24 horas para organizar a internação e a remoção.
Clínica de reabilitação
Como escolher uma clínica de reabilitação?
Verifique se a clínica tem licença sanitária e médico responsável técnico, equipe multidisciplinar (psiquiatra, psicólogo e enfermagem 24 horas), plano de tratamento individual, respeito aos direitos do paciente e abertura para o contato com a família. Desconfie de promessas de cura rápida.
Qual a diferença entre clínica de reabilitação e comunidade terapêutica?
A clínica de reabilitação é uma unidade de saúde, com médico responsável e equipe multidisciplinar, e pode realizar internações voluntárias, involuntárias e compulsórias. A comunidade terapêutica oferece acolhimento apenas voluntário, em ambiente residencial; pela Lei nº 13.840/2019, é proibido fazer internação involuntária ou compulsória em comunidades terapêuticas. Antes de escolher, confirme como a instituição está registrada e quais tipos de internação ela pode receber.
Que profissionais acompanham o paciente?
As unidades contam com equipe multidisciplinar: médico clínico geral, médico psiquiatra, psicólogos, enfermeiros, terapeutas, conselheiros, monitores, nutricionista, educador físico e equipe de cozinha. A enfermagem acompanha os pacientes 24 horas.
Onde ficam as unidades da Clínica de Reabilitação SOS Vidas?
São 9 unidades próprias em Minas Gerais: 7 masculinas, em Esmeraldas, Betim, Mateus Leme, Lagoa Santa, Nova Serrana, Baldim e Lagoa da Prata, e 2 femininas, em Divinópolis e Baldim. Veja as fotos em Clínicas de Reabilitação.
Por que o endereço das unidades não aparece no site?
Por segurança e privacidade dos pacientes. O endereço da unidade é informado diretamente às famílias, por telefone, durante o atendimento.
Vocês têm clínica de reabilitação feminina?
Sim. A SOS Vidas tem duas unidades femininas, em Divinópolis e em Baldim, para o tratamento de mulheres com dependência química e alcoolismo.
Quanto custa uma clínica de reabilitação?
O valor depende da unidade, do tipo de acomodação e do tempo de tratamento. Todas as unidades da SOS Vidas são particulares, com opções que vão de acomodações econômicas a de alto padrão. Fale com a nossa equipe para receber um orçamento para o seu caso.
Qual o horário de atendimento?
O plantão funciona 24 horas por dia, todos os dias, pelo telefone e WhatsApp (31) 99963-0388, para tirar dúvidas, orientar a família e organizar internações e resgates.
O que acontece depois da alta?
A recuperação continua fora da clínica. A reinserção social envolve retomar a convivência familiar, os estudos e o trabalho, com acompanhamento psicológico, grupos de apoio como Narcóticos Anônimos (NA) e Alcoólicos Anônimos (AA) e atenção aos sinais de recaída. Depois da desintoxicação, o organismo perde a tolerância à substância, por isso uma recaída traz alto risco de overdose.
Ainda tem dúvidas? Fale com um especialista: a equipe da Clínica de Reabilitação SOS Vidas orienta sua família e indica a unidade mais adequada.

